História de Sevilha
Época Tartésica
Não se tem a certeza, mas pensa-se que foi fundada pelos tartessos, concretamente os turdetanos, cerca do século XIII a.C., com o nome de "Hispal". Depois foi ocupada pelos fenícios e cartagineses.
Época Romana
As tropas romanas entram no ano 206 a.C., comandadas pelo general Escipio, derrotam os cartagineses, que habitavam e defendiam a região, e convertem-se nos seus sucessores no sul peninsular. O general não tinha confiança na cidade pelo carácter agressivo e violento dos cartagineses, e decidiu fundar uma cidade num local próximo e ao mesmo tempo afastado para evitar beligerâncias, e é assim que nasce Itálica, actualmente em ruínas. Os romanos latinizaram o nome da cidade e chamaram-lhe Híspalis. Durante este período foi um dos conventos jurídicos da Bética, o Hispalense.
![]() | ![]() | |
![]() | ![]() | |
![]() | ![]() | |
![]() | ![]() |
Época visigoda
No ano 426 foi tomada pelos vândalos com Gunderico como dirigente, um século depois foram substituidos pelos visigodos, e com Recaredo alcançou Sevilla o máximo apogeu da época. Depois da invasão muçulmana á Espanha, Sevilha converteu-se junto com Córdoba numa das cidades mais importantes do ocidente europeu.
Época moura
No ano 712 Musa, acompanhado pelo seu filho Abd al-Aziz ibn Mussa e com um exército de 18.000 homens, cruzou o Estreito e procedeu à conquista do resto do território visigodo. Ocupou Medina-Sidonia, Carmona e Sevilha e, seguidamente, atacou Mérida que após um ano de sitiada a conquistou. A cidade passou a ser território mouro. Desde Mérida, Musa, dirigiou-se a Toledo. Foram os mouros que lhe deram o nome de Ishbiliya (árabe أشبيليّة) que derivou depois em Shbiya para terminar no nome atual. Nesta época a sua riqueza cultural cresceu enormemente pela cultura árabe, em tanto que tinha dependência do Califado de Córdoba convertendo-se na mais importante de Al-Andalus. Foi capital dum dos reinos de taifas mais poderosos desde 1023 até 1091 governado pela família dos abádidas. Na época almohade construiram-se a Giralda, o Alcázar e a Igreja de São Marcos. Entre finais do século XI e até meados do século XII assentaram-se os almorávides na cidade, uma época muito boa para os negócios e a arquitectura. Os cristãos reconquistaram a cidade em 1248 durante o reinado de Fernando III de Castela.
Baixa Idade Média
Depois da reconquista uma nova cultura tomou a cidade, os judeus, vinham desde todos os lugares, principalmente de Toledo e com certeza os que um século anterior tinham sido fugidos do río Betis a Tejo, alguns dos mais influêntes foram beneficiados com o reparto da cidade. Nunca foram bem vistos, pela sua destreza económica e pela rivalidade que tinham com alguns clérigos. Entre os anos 1354 e 1391 a aljama foi contínuamente assaltada e saqueada. A partir de então a falsa conversão de alguns praticantes de outras religiões, permitem-se actos inquisitivos na cidade, e é assim como celebrou-se o primer auto de fé em Sevilha no 6 de Fevereiro de 1483, no que foram queimadas vivas seis pessoas. Um decreto de 1483 anunciou que começava-se a expulsar da região andaluza em geral aos judeus que não foram baptizados, em 1492 foram desterrados os judeus de todo o país.
O descobrimento das Américas
O descobrimento do Novo Mundo em 1492 foi muito significativo para a cidade, que se converteria no primeiro porto de saída europeu até América. Sevilha era em finais do século XVI um dos principais portos castelhanos no comércio com a Inglaterra, Flandres e Génova fundamentalmente.
Os reis fundaram a "Casa de Contratación" (actualmente é o Arquivo de Indias), desde Sevilha dirigia-se e contratavam as viagens, controlando as riquezas que entravam da América, e era o principal porto de ligação. Nesta época teve uma grande expansão urbana superando os 100.000 habitantes, convertendo-se na cidade maior de Espanha. Mesmo assim converteu-se numa metrópole com consulados de todos os países da Europa, e comerciantes vindos de todo o continente que ficavam estabelecidos em Sevilha para realizar as suas empresas. Isto foi o que converteu a cidade num centro multicultural, com um forte florescimento das artes, em especial da arquitectura, escultura, pintura e literatura, jogando um papel importante no Século de Ouro espanhol Nesse século terminaram as obras de construção da Sé, e outros edifícios novos como a Casa Pilatos, o Palácio de las Dueñas,e a Colegiata do Salvador. Também, como Sevilha era porto de América, foi residência de geógrafos e cartógrafos, como Américo Vespucio que faleceu nesta cidade a 22 de fevereiro de 1512.
O século XVII
A partir do século XVII e século XVIII a sorte de Sevilha começa a mudar, a principal causa é que a Casa da Contratação, passou a ser controlada desde o porto de Cádiz com o que a cidade tinha rivalidade desde faz tempo. Também sofreu a crise económica que afectou toda a Europa além das habituais inundações e outras calamidades como foi a epidemia com a que foi atingida em 1649, com mais de 60.000 mortos, aproximadamente 46% da população existente, passando Sevilha de 130.000 para 70.000 habitantes.
Nem tudo foram desgraças para a cidade, já que foi o início de uma boa época para as artes em todas as manifestações. Sevilha, empolgada pelo espírito contra-reformista transformou-se numa cidade convento. Em 1671 havia 45 mosteiros de frades y 28 de freiras. Franciscanos, dominicanos, agustinhos y jesuítas instalaram-se nela.
O século XVIII
A invasão francesa também afectou Sevilha. Foi o Marechal Víctor com as suas tropas acompanhado do rei José Napoleão (José I), quem ocupou a cidade, sem disparar um único tiro, desde 1 de Fevereiro de 1810 até 27 de Agosto de 1812 quando tiveram de retirar devido aos contra-ataques desferidos pelas tropas anglo-espanholas.
O século XIX
Durante o século XIX chegou o comboio. Para a sua construção foi necessário derrubar as milenárias muralhas que circundavam a cidade, que, assim, começou a expandir-se.
O século XX
A Guerra Civil Espanhola também afectou à capital andaluza (onde o general Gonzalo Queipo de Llano se apoderou do comandando da 2ª Divisão Orgánica), quando caiu nas mãos dos sublevados ao mesmo tempo que Cádiz, Granada e Córdoba.
Foi também sede da "Exposição Iberoamericana" em 1929 e da "Exposição Mundial" em 1992. Da primeira, o monumento mais destacado que permanece é a Praça de Espanha. Da Expo 92, permanecem parte das instalações que foram reconvertidas no parque tecnológico mais importante da Andaluzia, o parque temático "Isla Mágica" e a monumental ponte do Alamillo sobre o Guadalquivir do arquitecto Santiago Calatrava. Destaca-se na actualidade a realização das obras do Metro de Sevilha.







